FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO

Copa e política - 23/05/18


O povo brasileiro tem demonstrado que está mudando a sua percepção de sociedade, temos como exemplo este período pré-Copa do Mundo. Todos lembraremos que não faz muito a esta altura, há um mês do campeonato, ruas estavam enfeitadas com bandeirolas verdes e amarelas, grupos familiares já estavam esquematizando as reuniões para assistirem aos jogos, sem falar nas camisas amarelas que já estavam circulando. Nada concreto vem acontecendo sob esse aspecto.


Uma pesquisa de opinião mostra que 65% dos brasileiros ainda não têm interesse pela próxima Copa do Mundo, na Rússia. O Instituto Paraná Pesquisas ouviu 2.948 brasileiros em 185 municípios, das 27 unidades da federação, entre os dias 24 e 25 de abril. Entre os ouvidos, 28,3% disseram não estarem nada interessados no mundial e 37,5% afirmaram ter pouca atenção com os jogos, somando 65,8% para o desinteresse geral. Já os preocupados com o certame somam 33,2%, sendo que destes 8,8% estão muito interessados e 24,4% apenas interessados. E 1% dos entrevistados não sabe ou não respondeu. O grau de confiança da pesquisa é de 95% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2 pontos percentuais para os resultados gerais.


Vê-se, então, que mais da metade da população brasileira não está nada empolgada com a realização da Copa do Mundo da Rússia, para Murilo Hidalgo, diretor do Paraná Pesquisas, os números refletem o momento político vivido no país na atualidade. “O desinteresse pela Copa do Mundo se dá devido à mídia não estar dando uma grande ênfase à competição. Hoje a pauta do país é a Lava Jato, a corrupção. Então, talvez quando chegar mais próximo à Copa a mídia vai dar mais destaque”. É verdade queamídia, efetivamente, em geral, pauta as discussões dos brasileiros, em qualquer direção, mas a história nos mostra que há, realmente, uma mudança o que vejo como um fator positivo, que evidencia que o nosso país não está mais apenas à mercê de futebol e Carnaval, ainda que o teor das discussões, em especial no campo da política, são tratadas com falta de civilidade e grande odiosidade. Estimulados por lí- deres políticos de todas as posições, os brasileiros, avalio modestamente, estão em extremos, querendo impor os seus conceitos e opiniões, e não sugerir argumentos para um debate saudável. Ainda que pese tudo que estamos vendo, principalmente, pelas redes sociais, é extremamente positiva a guinada de eixo de interesse para outros temas. O Brasil está mudando, a trancos e barrancos, mas está.


Caberá, no entanto, ainda um necessário processo de amadurecimento, a fim de que o extremismo já reinante não gere situações mais sérias de desentendimentos fratricidas, que poderão trazer feridas muito profundas à Nação.


José Medrado

Mestre em família pela Ucsal e fundador da Cidade da Luz.

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