FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO

Falsas traduções e interpretações bíblicas que ocultam o espiritismo


Todos têm o direito de defender a sua religião. Mas se não o fizerem com a verdade, raciocínios claros e convincentes, além de eles estarem defendendo princípios em que, às vezes, eles mesmos não acreditam muito, terão o dissabor de não convencerem a maioria das pessoas. E, cada vez mais, isso acontecerá, pois a evolução cultural não para.

Jesus defende o dito popular “a mentira tem pernas curtas”: “Portanto, não os temais: pois nada há encoberto, que não venha a ser revelado; nem oculto, que não venha a ser conhecido” (Mateus 10: 26).

Ser aprovado num vestibular é muito importante na vida de uma pessoa. Porém, a salvação (libertação) é incomparavelmente muito mais importante para nós do que passarmos num vestibular. E a nossa salvação está de pleno acordo com a misericórdia infinita de Deus, a qual jamais tem fim, mas dura para sempre. Além disso, essa misericórdia infinita de Deus está também de pleno acordo com as suas leis perfeitíssimas de amor infinito para conosco. E a todo esse potencial divino favorável à nossa salvação jamais nos poderiam faltar novas chances de salvação. A reencarnação é, pois, uma realidade, sem a qual Deus não seria tão bom, tão poderoso e tão perfeito como Ele o é de fato e muito mais do que possamos imaginar!

O que têm feito os tradutores bíblicos e os teólogos para modificar a Bíblia, para esconder essa verdade e outras da doutrina espírita deixa-nos perplexos! Muitos líderes religiosos sabem disso, mas são obrigados a ficar em silêncio!

O maior biblista do mundo atual, o norte-americano Bart D. Ehrman, em “O que Jesus Disse? O que Jesus Não Disse?” (Ed. Prestígio, Rio, 2006), fala em 400 mil alterações na Bíblia. Isso para manter o sistema dogmático cristão, que é, infelizmente, uma questão de vida ou de morte dos teólogos. O espiritismo não condena os dogmas, apenas procura vivenciar o cristianismo primitivo, que aceitava a reencarnação e a prática da mediunidade (1 Coríntios, capítulos 12, 13 e 14).

E eis um exemplo das alterações bíblicas: “(...) Visito a iniquidade dos pais nos filhos na terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem” (Êxodo 20: 5). Isso está nas bíblias mais antigas. Nas mais novas, no lugar da preposição “em” mais o artigo “a” (na), puseram “até”, para ocultar a ideia da reencarnação do espírito do avô ou bisavô num de seus netos ou bisnetos, o que quer dizer corretamente que o mesmo espírito do antepassado, que pecou e já está desencarnado, é ele próprio que sofre pela sua falta, ao voltar reencarnado num de seus descendentes.

Aos que conhecem o hebraico, o grego e o latim, recomendamos a consulta dessa passagem bíblica nessas línguas. E demonstro aqui a da “Vulgata Latina”, por o latim nos ser mais familiar: “(...) In tertiam et quartam generationem” (“na” – e não “até a” – terceira e quarta geração).

Mas essas falsificações das traduções bíblicas até que não são tão preocupantes. As piores são as numerosas, fantasiosas, abusivas e absurdas interpretações dos textos sagrados, principalmente, as dos nossos irmãos evangélicos fundamentalistas.

Mas repetimos o que disse o excelso Mestre: Nada ficará oculto! E, assim, um dia, a verdade libertadora chegará igualmente para eles, já que eles são também espíritos imortais filhos de Deus!

Assista ao programa “Presença Espírita na Bíblia” na TV Mundo Maior (parabólica e internet), com apresentação deste colunista. Perguntas e sugestões: presença@tvmundomaior.com.br.

José Medrado - Editorial

Cristina Barude - Psicografia

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