FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO

Espiritismo para crianças



Ana Elizabeth Diniz

Especial para O TEMPO


Uma casa misteriosa onde um grupo de pessoas se reúne sempre à noite. Esse fato corriqueiro despertou a curiosidade de três amigos, Léo, Tuba e Melissa que não sossegaram enquanto não desvendaram aquele enigma em uma aventura que vai expondo a obra de Allan Kardec, o codificador da doutrina espírita.


O enredo faz parte do livro “O Mistério da Casa”, de Cleber Galhardi, formado em história, trabalhador espírita há mais de 20 anos e um dos administradores da Boa Nova Editora. O autor já escreveu também “Eu sou assim” e “Revolução na Colmeia”, todos infantis e com a temática espírita.

“Escrever para crianças e adolescentes é um enorme desafio, pois hoje elas estão conectadas ao mundo virtual e têm informações, praticamente, sobre qualquer tema. Possuem um senso crítico apurado e dificilmente aceitam uma mensagem sem questioná-la. É preciso escrever sem desrespeitar a faixa etária e sem subestimar a capacidade das crianças e dos adolescentes”, diz ele sobre a empreitada.

A proposta do autor é passar para as crianças a mensagem de que “cada um de nós é um projeto especial criado por Deus. Todos têm virtudes e dificuldades. Não precisamos nos considerar superior nem inferior a ninguém. Basta sermos o que nossa intimidade nos impõe”.


Em “O Mistério da Casa”, Cleber aborda os princípios básicos do espiritismo. “Falo de temas como reencarnação, existência de Deus e da alma, comunicabilidade com os espíritos, entre outros. Utilizo o romance e um mistério para tratar os temas de forma agradável e para prender a atenção dos jovens leitores”, diz.


Pelo visto, a fórmula deu certo. O retorno delas é o melhor possível. São carismáticas e admiram o livro. Um caso que me marcou foi o de uma menina de 9 anos que era mais alta que os amigos de sala. Devido às brincadeiras excessivas dos companheiros ela não queria mais ir à escola. Após a leitura do livro “Eu sou assim!”, em diálogo com os pais, ela percebeu que aquele não era um defeito, e sim o seu jeito especial de ser. Eu estava em uma feira de livros na cidade, e ela fez os pais irem lá para pedir uma dedicatória no livro. Eles se emocionaram com o fato”, diz Cleber.

José Medrado - Editorial

Cristina Barude - Psicografia

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