FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO

Arma não protege - 19/08/2019

O presidente Jair Bolsonaro se mantém em eterna campanha, ou pelo menos tenta manter a chama acesa de suas posições controversas, certamente para atiçar os seus seguidores mais radicais mobilizados, visando à reeleição em 2022. Assim tem sido com a sua obstinação pela flexibilização do Estatuto do desarmamento. Em março deste ano, pesquisa do Ibope realizada após retorno desta discussão resultou em 73% dos entrevistados afirmando serem contrários para porte de cidadãos comuns e 26% são favoráveis, sendo que 1% dos entrevistados não souberam responder, ou seja, a grande maioria está afirmando sua posição, mas isto adianta ao presidente? Não.


Faz poucos dias (16 de agosto) um homem de 34 anos viajou de Campinas à Belho Horizonte com um verdadeiro arsenal de guerra dentro de seu carro para tentar matar a ex-namorada. Segundo a Polícia Militar dentro do veículo do homem foram encontradas armas (uma submetralhadora com acessório de mira, uma espingarda, duas pistolas e um revólver), munição, dinheiro e um distintivo da Polícia Civil de São Paulo. O suspeito, que era formado em Direito, havia sido aprovado num concurso para pailoscopista e tomaria posse no dia 2 de setembro, em Campinas. A ex-namorada conseguiu fugir, ainda que tivesse sido atingida na perna. Ao perceber a chegada da polícia o rapaz atirou contra a própria cabeça.


Certamente, muitos se posicionarão dizendo que se trata de caso isolado, porém não é bem assim que estudiosos do comportamento humano têm se posicionado. Mata-se muito no Brasil. Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), de maio de 2016, atesta que temos a 9ª maior taxa de homicídios por grupos de 100 mil habitantes das Américas. O país fica atrás só de países como Venezuela, Colômbia e Guatemala. Imaginem: em voga o Estatuto do Desarmamento.


O coordenador da Área de Estudos sobre Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, destaca que  “está comprovado por estudos que pessoas armadas têm aproximadamente 40% a mais de chance de morrer do que uma pessoa não armada, na mesma situação. O cidadão leva uma arma num cofre ou num coldre. O bandido leva a arma na mão. O bandido está disposto a matar e a morrer. Quem ataca é o bandido, quem defende é o cidadão honesto”.


*José Medrado é líder espírita, fundador da Cidade da Luz, palestrante espírita e mestre em Família pela UCSal. Escreve para o BNews às segundas-feiras.

José Medrado - Editorial

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