FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO

Amor de mãe - Psicografado em 24/11/13



Espírito: A. F.

Médium: Maria Sílvia

Psicografado: Em 24/11/2013 - Associação Espírita Pão e Luz - Camaçari - Bahia.


Amor de mãe


Naquela noite fria, algo conduzia-me pelas veredas da imensa avenida. A grande metrópole, uma verdadeira selva de pedras, com seus arranha-céus, eram como gigantes a engolir o que restava da natureza agredida e transformada. Buscava o aconchego do lar após um dia de grande luta. Era tudo tão difícil! Refletia assim, quando um gemido me chamou a atenção. Não, não era um gemido, era um choro, era um choro infantil!


Apressei os passos, e cada vez mais o choro se aproximava. Estaquei! __Meu Deus, o que era aquilo, uma caixa, uma pequena caixa, suja, rasgada de onde aquele choro partia. Era um bebê, estava nu, acabara de nascer, pois o cordão umbilical, como que cortado às presas a ela se prendia. Era você meu filho, colocado em meus braços de forma adversa e triste, mas reconduzido ao meu carinho que tanto te esperou. Em meio a penumbra que nos envolvia, vi os teus olhinhos como a implorar por compaixão. Fixei–te e logo me apaixonei. Era o filho esperado que a natureza me privou de ter, mas a bondade de Jesus me conduziu amorosamente ao coração.
Quanto tempo se passou desde então, e mesmo agora, relembrando o dia que nos encontramos, penso na orfandade em que aquela alma infeliz te abandonou e agradeço a ela a oportunidade de ti fazer-me mãe, buscando conduzir-te os passos em direção a Jesus.


Minha alma solitária encheu-se de soberana luz. Acalenta-me a vida com teu carinho, como a agradecer por aquele dia, no ato que nos uniu e me transformou. Um sentido novo preenche-me o ser desde então, e olhando hoje o teu rosto adormecido, sinto-te menino em meus braços já não mais vazios. Penso naquela que hoje não vive com o seu amor, e uma grande piedade invade todo o meu ser. Deu-me não sei a razão, tudo o que eu mais queria. Por isto filho querido, peço a Deus que a ampare, que ilumine todos os seus dias pois no vazio que te deixou, me deu a grande chance de conviver com o seu amor. Filho de minha alma tu és, filho de minha carne nunca foi, mas o que importa meu filho amado, é que na sua infinita bondade, reconheço naquele que nos criou, ter reconduzido a meus braços o filho tão esperado que a vida me tirou.


Em te sinto refletida a minha alegria, o amor maternal me preenche todo o ser, a gratidão me diz que filho nosso, é aquele a quem amamos e a quem delegamos a razão de viver.


A. F.
24-11-2013

José Medrado - Editorial

Cristina Barude - Psicografia

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