FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO

Amor Paternal


Espírito: A.F.

Médium: Maria Sílvia

Psicografado: Em 15/11/2013 - Associação Espírita Pão e Luz - Camaçari - Bahia.


Amor Paternal


No claustro sombrio dos próprios sonhos, amparava-te a esperança e a luz divina do amor paternal. Era inexistente o teu leito e sobre o farrapo em que te tornastes, as criaturas noturnas te mordiscavam a epiderme negra buscando o alimento tão escasso. Já não os sentia, apenas a sensação de leveza que o entorpecia. O cárcere imundo e escuro aos poucos se transformava e o odor fétido das próprias feridas parecia agora substituído por um perfume suave e encantador. Pensavas no filho amado, dono do teu coração e por quem naquele momento ansiava e pedia: - Filho da minha alma onde estás? Por te vivi até agora tentando reter na fraca memória as palavras que me dissestes um dia: Pai eu voltarei!


Os anos passaram e a escura noite parece aproximar-se de minha alma, querendo tragar toda a esperança que guardei até agora dentro de mim. Arrancaram-te dos meus braços, mas guardo-te ainda a face triste que me repetia: “pai eu voltarei”! Desde então vivo para esperar-te. Creio no entanto filho meu, que não conseguirei aqui ficar por mais tempo. Uma sensação que parece suavizar a dor do corpo velho e cansado me visita, e uma luz começa agora a derramar neste cárcere triste e abandonado numa linda cor de anil. Lembro o menino Jesus nos braços da Virgem abençoada, e penso em te filho amado. Nascestes em berço escravo e tua mãe não resistindo ao sofrimento imenso deixou-te órfão em meus braços. Já rapazinho venderam-te no mercado, pois o pai já cansado a ninguém mais servia. Pai eu voltarei...escuto a tua voz.


Como demoras, a saudade é tão grande, o tempo se acaba, onde estás meu filho?

- Pai amado estou aqui, aquieta-te em meus braços, pois jamais me afastei de ti. Meus pensamentos te acompanharam, buscando a presença amiga todos os dias, e quando o punhal infame me transferiu para cá, acompanhei o teu martírio buscando amenizar lhe a dor de cada ferida, de cada chicotada. Estou aqui...


Teus olhos então se abriram e eu te perguntei: Não consegues me ver?


- Sim meu filho, vejo-te agora o semblante iluminado. Você voltou Porfírio, você voltou! Abraça-me, abraça-me filho, como te esperei!


A matéria inerte quedou-se no chão frio e pestilento, e tua alma radiante me perguntou:


Que luz é esta Porfírio, e que perfume este que me envolve, sinto-me leve, feliz, que luz é esta?


É o teu coração Paizinho, é o teu amor que me ilumina e me aquece, É Jesus vivendo em ti, o nosso Salvador, o nosso Mestre.


A.F.
15/11/2013

José Medrado - Editorial

Cristina Barude - Psicografia

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